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Representantes de eventos na Bahia pedem ajuda a deputados

Foto: Divulgação
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Dirigentes do setor de eventos se reuniram com o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para tratar da situação que atingiu o segmento de eventos na Bahia, que amarga o cancelamento total das atividades há um ano, inclusive festas gigantescas como o carnaval e os festejos juninos. Ele se reuniu com que detalharam a enormidade das perdas em toda a cadeia econômica relacionada com a realização de eventos e o próprio turismo – atividades de importância capital para um Estado com vocação turística.

A audiência foi articulada pelo deputado Júnior Muniz (PP), que apresentou um projeto de lei para mitigar os efeitos econômicos da pandemia sobre o setor, e contou também o a presença do deputado Marcelinho Veiga (PSB), também impressionado com esta situação inédita que ameaça toda a estrutura de eventos existente na Bahia que levou décadas para ser montada. A erosão dessa atividade econômica já ceifou milhares de empregos, reduziu a arrecadação estatal e provocou prejuízos, literalmente, incalculáveis, frisaram os participantes da reunião.

Frente parlamentar

Depois de discutir o duro diagnóstico feito por Marcelo Britto, Guiga Sampaio, Nei Ávila e Sérgio Couto, representantes da Abrape-Ba (Associação Brasileira de Promotores de Eventos), o presidente do Legislativo se comprometeu a ampliar o debate sobre essa questão urgente entre o conjunto dos parlamentares, tendo como eixo o projeto de lei deputado Júnior Muniz que institui o Programa Estadual de Ações Emergenciais de Retomada do Setor de Eventos, Peerse, em toda a Bahia – auxiliando as empresas de eventos a se recuperar dos efeitos da pandemia. Por seu turno, o deputado Marcelinho Veiga anunciou que está articulando a criação de uma Frente Parlamentar para o Setor de Eventos.

O deputado Adolfo Menezes lembrou que o projeto de lei já está sob exame dos líderes do governos e oposição, deputados Rosemberg Pinto (PT) e Sandro Régis (DEM), numa negociação provocada pelo autor com o intuito de apressar a votação. O presidente da Assembleia entende que a matéria ajuda a minimizar a crise econômica e os prejuízos financeiros causados às empresas de eventos, decorrentes das medidas de isolamento social: “Como o turismo e a cultura são bases econômicas muito fortes na Bahia, a pandemia está sendo ainda mais desastrosa para nós”, acrescentou
Para o deputado Júnior Muniz os beneficiados serão todos os produtores de festividades, espetáculos, desfiles carnavalescos, folclóricos ou de modas, camarotes, trios elétricos, shows, ballet, danças, bailes, teatros, óperas, concertos, recitais e festivais.

Esse projeto terá prioridade na pauta, completou o deputado Adolfo Menezes, pois “não apenas os empresários sofrem os impactos financeiros negativos da crise, mas todos os profissionais que atuam no setor e vivem disso. São músicos, produtores, instrumentistas, cantores, dançarinos, motoristas, ambulantes, músicos, iluminadores, seguranças, floristas, garçons, fotógrafos, montadores, cantores, DJs, agentes de limpeza, transportadores, carregadores, bilheteiros, iluminadores, operadores de som e contrarregras. É uma situação mais perversa ainda para os profissionais mais humildes desse setor”.