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Militante histórico do PT reflete sobre alianças, equívocos e aponta caminhos para o partido

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Augusto de Paula, advogado, militante histórico do PT em Camaçari, atualmente filiado ao PSOL, fala sobre suas inquietações quando militante da ex-legenda, as razões que o fizeram sair do Partido dos Trabalhadores e migrar de legenda se mantendo na esquerda, erros dos governo petista e crava: “o PT de Camaçari hoje é um partido de filiados e não de militantes […] Tem um futuro bonito, mas não se faz omelete, sem quebrar os ovos”, frisa em alusão ao futuro da legenda no município.

De Paula enxerga que um dos principais erros dos governos petistas, em perspectiva estadual, federal e, sobretudo, municipal, foi o de fazer alianças indiscriminadas. Para ele a consequente perda da prefeitura de Camaçari resulta destas alianças equivocadas e sintetiza: “o PT está pagando pelo que fez”.

O advogado fala abertamente sobre a estratégia petista que, segundo ele, projetou o partido para uma chegada ao governo, mas não ao poder.”Nós participamos de um processo pré-estabelecido por aqueles que mandavam no governo e conseguimos vencer nos aliando com o que não presta”, refletiu.

Fala ainda da ausência de reciclagem de quadros dentro da militância partidária e diz, ao se referir às candidaturas de Freixo, para prefeito no Rio de Janeiro (segundo turno) e Hilton Coelho para vereador de Salvador (eleito), que estes representam a esperança e estão “desafiando muitas pessoas, inclusive muitas dentro da esquerda”. Augusto exemplifica essa reflexão citando a reeleição da prefeita, Jussara, em Dias D’ávila, em que teria enfrentado explicitamente resistência e oposição do próprio PT nas eleições deste ano.

Ouça a entrevista íntegra abaixo: