Bahia Cultura e Entretenimento Notícias

Luciano Gomes, autor de ‘Faraó’, aciona Robyssão por plágio

Foto:  Facebook
Foto: Facebook

O refrão da música “Faraó – Divindade do Egito” é tão popular que já virou até meme. Sob o título “Como matar um baiano?”, a charge mostra um assassino mascarado procurando a vítima. Ele grita: “Eu falei faraó ó ó”. E, de dentro do esconderijo vem, automaticamente, a resposta: “Êêêê faraó!”.

Pois esta mesma melodia agora inicia uma música de Robyssão: “Ela só quer ir no chão-ã-ão / Ê vai no chão”. Sucesso nos paredões. Quem não gostou nem um pouco da “homenagem” foi Luciano Gomes, o compositor de Faraó. Ele inclusive solicitou providências ao setor jurídico da gravadora Universal Music. “Isso é um plágio. Ele poderia, pelo menos, ter me comunicado antes. Tomei um grande susto, desagradável, quando ouvi a versão sendo executada. Principalmente pela péssima qualidade da letra”, disse em entrevista ao Metro1.

Luciano chegou a postar em seu perfil no Facebook: “EU FALEI FARAÓ SIM. PLÁGIO COM FARAÓ NÃO. Não jogo minha história no lixo”. Orgulhoso de ter composto a canção que é considerada o “hino do samba-reggae”, aquela que revelou o bloco Olodum para o mundo inteiro, ele diz que não gosta de ter sua obra associada à baixaria da música atual: “É preciso respeitar Faraó e tudo o que ela representa”.

Na ação, o compositor solicita a retirada dos vídeos com a música do YouTube e também pretende uma indenização. “Se fosse um artista amador, uma pessoa comum, eu não acionaria, mas Robyssão tem uma carreira consolidada no segmento dele, não é nenhum inocente”, argumentou. E prosseguiu: “Não posso ficar ouvindo minha obra ser plagiada e não fazer nada. Até por que as pessoas, fãs de Faraó, me cobram providências todos os dias”.