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Leo Prates alerta que rede de saúde privada de Salvador pode entrar em colapso primeiro que a pública

Fotos: Valter Pontes/Secom
Fotos: Valter Pontes/Secom

Leo Prates chamou a atenção nesta segunda-feira (18) para os índices de ocupação no setor de saúde privado de Salvador. Segundo o secretário municipal de Saúde, o setor está 80% ocupado diante da pandemia de coronavírus, o que acende um “sinal amarelo”.

“Nos preocupa muito isso, há uma ocupação maior na rede privada do que na rede pública. Mantida a tendência de crescimento da rede privada, ela colapsaria, em tese, antes. E aí vários pacientes de planos de saúde e da rede privada teriam que migrar para a rede pública. Assim como temos acompanhado a superlotação em planos de saúde, há migração para sistema público. Acontece em determinados dias e não de forma contínua em alguns planos de saúde. Isso preocupa bastante”, disse em entrevista a Rádio Metrópole.

No entanto, o secretário ressalta que “Salvador deve ter uma ocupação de 70% dos leitos clínicos neste momento. Não temos uma situação de pré-colapso ou de colapso, mas nos preocupa bastante. Há uma projeção inclusive para um colapso do sistema de saúde ainda neste mês de maio”, acrescentou.

Outro dado alarmante é que 60% dos pacientes que morreram após serem infectados pelo novo coronavírus na Bahia estavam sendo tratados em Salvador, conforme Prates. No estado, de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) já são 295 óbitos.