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Entre os homens baianos, dois em cada dez óbitos por câncer foram por tipo de próstata em 2020

Foto:  DIVULGAÇÃO
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A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), sistematizou dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) e analisou informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca) sobre os aspectos do câncer de próstata no âmbito Bahia e Brasil. O objetivo é ampliar as discussões em torno dessa temática que é tão relevante para a saúde do homem.

O câncer de próstata é o mais incidente entre a população masculina. Entre todos os homens com diagnóstico positivo para algum tipo de câncer, o de próstata estava presente em 30,0% dos casos. A estimativa para o Brasil, no ano de 2021, é de 65,8 mil novos casos de câncer de próstata. Isso equivale a, aproximadamente, 63 mil novos casos a cada 100 mil homens. Para a Bahia as estimativas apontavam 6,1 mil novos casos e uma taxa de 80,4 a cada mil baianos.

Além de ser o mais incidente em novos casos, o câncer de próstata também tinha a maior frequência nos óbitos masculinos por neoplasias gerais. Na Bahia, em 2020, foram registrados pouco mais de 1,3 mil óbitos masculinos em decorrência dessa neoplasia maligna. Isto significava dizer que, a cada dez óbitos masculinos que ocorreram por algum tipo de câncer na Bahia em 2020, dois deles eram por câncer de próstata. Em termos comparativos, esse contingente equivalia a 19,2 óbitos a cada 100 mil baianos, uma taxa ascendente nos últimos anos.

O câncer de próstata é considerado uma neoplasia da terceira idade, já que 75% dos casos ocorreram em homens com mais de 65 anos, aumentando consideravelmente o risco a partir dos 50 anos de idade. Além deste, outros fatores são apontados como de alto risco, entre eles é possível citar: histórico familiar,com registros de câncer de próstata em familiares de primeiro grau (pai e irmãos); exposição à aminas aromáticas; arsênio e produtos de petróleo e; obesidade.

A análise desses fatores de risco aponta para uma observação importante: a associação do câncer de próstata com o risco elevado em determinadas atividades profissionais. Algumas profissões tem um maior risco devido à exposição de componentes cancerígenos como: arsênio e seus componentes, malation, utilizado na composição de agrotóxicos, cádmio e seus componentes, radiação ionizante (x e gama), elemento radioativo (tório 232), e trabalho noturno. Esses casos são evitáveis com a eliminação dos principais agentes cancerígenos no processo de trabalho.

O mês de novembro é referência à campanha do Novembro Azul, que destaca a necessidade de discutir sobre o Câncer de Próstata entre a população masculina. As neoplasias malignas eram a terceira causa mortis entre a população masculina. E o câncer de próstata é o mais incidente tanto em novos casos quanto em número de óbitos.