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Emiliano José lança o volume II da biografia de Waldir Pires nesta quinta-feira (15) em Salvador

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Acontece nesta quinta-feira (15/08), a partir das 17h, o lançamento do 2° Volume da biografia de Waldir Pires, assinado pelo jornalista Emiliano José, no Palácio Rio Branco, Centro Histórico de Salvador. A sequência completa a narrativa sobre a trajetória de Waldir, iniciada no primeiro volume, lançado no ano passado, que conta desde o seu nascimento, em 1926, até a retomada de seus direitos políticos após o fim do AI-5, em 1978. O segundo volume retoma a narrativa desse ponto, até o ano de sua morte, em 2018, aos 91 anos.

Segundo Emiliano José, a frase do capitulo final “Encerro minha vida parlamentar aos 90 anos, mas, não encerro minha luta. Derrotados são os que deixam de lutar”, sintetiza com perfeição o espírito combativo do político exemplar que viveu com intensidade a Era Vargas, o governo João Goulart, o golpe militar de 1964, o exílio, a resistência, a redemocratização, a Constituição de 1988, inclusive com participação ativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

No segundo volume, produzido pela Versal Editores, Emiliano José retoma a história do biografado a partir 1979, abordando momentos como a sua candidatura ao Senado, em 1982, a sua atuação na construção do MDB e na campanha das Diretas Já, a eleição para o governo do Estado da Bahia, em 1986, e a renúncia para disputar as eleições presidenciais de 1989. Também são destacadas a sua eleição e reeleição para deputado federal nos anos 1990, e o último cargo público ocupado por ele na carreira política, com o mandato de vereador na Câmara Municipal de Salvador, concluído em 2016.

Emiliano recorda que, após retomar seus direitos políticos, Waldir assumiu a liderança das oposições na Bahia e foi eleito com quase 1 milhão de votos para o senado em 1982, duas décadas depois da última candidatura ao cargo. “Isso significou o reconhecimento do povo baiano ao seu retorno”, ressalta. Sobre a campanha que o conduziu ao governo da Bahia, Emiliano diz que: “em 1986, tem-se a mais bela campanha política que a Bahia já conheceu, com a semeadura de sonhos e esperança. É algo que ficou na história, rompendo com um longo período de arbítrio, autoritarismo e violência na política baiana. Waldir era a antítese disso tudo”.

O autor destaca a postura ética de Waldir à frente do cargo e a sua contribuição com obras importantes, a exemplo do Hospital Geral do Estado, que foi construído durante o mandato ocupado por 2 anos e 5 meses, até a renúncia para concorrer a vice-presidente na chapa formada com Ulysses Guimarães, nas primeiras eleições diretas para presidente do Brasil após o golpe militar.

“A renúncia, do ponto de vista político, é o momento mais controverso em sua vida”, analisa o autor, que cita a pressão de outros governadores do PMDB para que Waldir concorresse nas eleições presidenciais, por entender que o seu nome fortaleceria a candidatura. “Foi uma atitude tomada com o propósito de enfrentar o cenário político complicado que o país estava atravessando naquele momento”.