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Cobrança da bandeira dois em táxis de Salvador será opcional

Foto:  ROMILDO DE JESUS
Foto: ROMILDO DE JESUS

A partir da próxima quarta-feira (1º), os taxistas da capital baiana poderão cobrar bandeira dois em qualquer dia e horário, conforme o que está previsto na lei nº 9.283/17, que regula e disciplina a prestação de serviço de transporte individual de passageiros por táxi, na qual é determinada a utilização em período noturno e em situações especiais.

A medida poderá valer até o dia 31 de dezembro deste ano como método de garantir o 13º salário dos taxistas, porém a mudança para ser uma cobrança opcional foi fortalecida novamente devido fatores como a concorrência com motoristas que prestam serviços para aplicativos e, desde então, a maioria da categoria tem optado por não usar a bandeira dois.

“Atualmente a bandeira 1 custa R$ 2,42 e a bandeira 2 R$ 3,38 e a bandeirada R$ 4,81, valores estes vigentes desde 2015 pelo fato de não ter reposição de tarifa calculada pela prefeitura, decisão tomada pela categoria. Da mesma maneira como foi ano passado, este ano a cobrança da bandeira 2 será exclusiva de cada taxista por aderir ou não”, destaca João Adorno, porta-voz da Comissão dos Taxistas da Bahia.

A aposentada Maria Lima conta que utiliza o serviço como meio de deslocamento e diz aprovar a cobrança opcional. “Eu costumo pegar táxi por ser um transporte que está mais tempo atuando e me sinto segura. Diante do momento atual, acho válido a conversa do passageiro e taxista em relação a rodar na bandeira 2, até porque nem todos estão dispostos a pagar.”

Já a estudante Luisa Rodrigues avalia que os taxistas atualmente possuem um momento de ascensão, já que os carros por aplicativos acabam gerando cancelamentos excessivos em corridas.

“Infelizmente a situação não é das melhores pra ninguém, todos precisam lucrar e levar o sustento de suas famílias. Não uso com frequência os táxis, mas podemos ver que as pessoas estão preferindo mais o meio de transporte devido à alta recusa de corridas pelos aplicativos, acho válido a possível cobrança já que eles não recebem o décimo terceiro”, diz a estudante.