Bahia Cultura e Entretenimento Notícias Poder Público Salvador Segurança Pública

Bruno sugere adiamento do Carnaval e afirma que cancelamento não impacta Prefeitura

Foto: Hotel Deville
Foto: Hotel Deville

Com o impasse sobre a realização do Carnaval e o Réveillon em xeque, o prefeito Bruno Reis (DEM) começa a trabalhar com a possibilidade de adiar a realização das festas em Salvador.

Em coletiva durante lançamento do Planejamento Estratégico 2021-2024 na manhã desta quinta-feira, 11, o democrata, que tem cobrado ativamente uma decisão sobre o planejamento da folia, sugeriu o evento seja adiado, caso os indicadores da pandemia de Covid-19 não permitam segurança para realização em fevereiro, desde que a decisão final seja tomada até o fim deste mês.

“Estamos prorrogando esse encontro [com o governador Rui Costa (PT)] para a data limite de tomar decisão, onde tenhamos condições, com base no cenário colocado, decidir pela realização ou não de eventos na nossa cidade, de fim de ano, verão e Carnaval. Se não tomar a decisão até novembro, muitos não participarão do Carnaval”, afirmou.

De acordo com Bruno, a não-realização do evento não causaria impacto nas receitas da Prefeitura e sim no setor produtivo da cidade, sobretudo o informal, que deixaria de contar com injeção de R$ 1,5 bilhão na economia e 50 mil empregos diretos e indiretos.

“Para a receita de Salvador o impacto não é grande, tendo em vista que a gente arrecada, mas também investe para a realização. No Carnaval, o que tem de captação de patrocínio, pagamento de tributos, taxas, impostos, ISS, no fim das contas praticamente empata. Quem perde é a cidade. A estratégia de comunicação de Salvador ao longo dos últimos 50 anos é pautada nos grandes eventos. Imagine uma exposição em todos os meios de comunicação por 7 dias no Brasil?”, argumentou.

Bruno disse ainda que caso as opiniões entre a Prefeitura e o Governo do Estado acabem em um impasse, o Carnaval não deverá ser realizado já que não poderá contar com o aparato estadual.

“Em hipótese alguma, a prefeitura irá fazer qualquer evento sem a presença da segurança pública. Se a posição do governador for de não disponibilizar a segurança pública, não haverá as festas nessa cidade”.