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Apenas 9% dos que podem trabalhar remotamente voltariam ao escritório, aponta pesquisa

Imagem: Ilustrativa 
Imagem: Ilustrativa 

De forma integral ou híbrida, o trabalho remoto foi intensificado desde o início da atual crise sanitária mundial, mudando a rotina de milhões de profissionais. A adaptação à nova realidade fez com que 40% dos trabalhadores observassem melhoras em suas habilidades digitais durante a pandemia. Os dados são da pesquisa global “Esperanças e temores 2021” feita pela consultoria PwC, que ouviu 32.500 trabalhadores.

Com o aumento da produtividade, por exemplo, tudo indica que o teletrabalho veio para ser levado à sério. Dados da PwC apontam que somente 9% das pessoas que podem trabalhar a partir de qualquer base desejam voltar para um ambiente de trabalho tradicional em tempo integral e 19% ficariam felizes em trabalhar sempre remotamente. Uma mistura de trabalho presencial e remoto é a preferência de 72% dos entrevistados que podem trabalhar desta forma.

O levantamento também aponta que trabalhadores em áreas urbanas são mais propensos a desempenhar funções que permitiriam o trabalho remoto do que aqueles em áreas rurais: são 66% versus 44%.

Para a maioria dos entrevistados (51%), os avanços tecnológicos transformarão a maneira como as pessoas irão trabalhar nos próximos três a cinco anos, seja com a readequação da utilização dos espaços físicos das empresas, seja tornando os processos 100% digitais.

 

Monitoramento

Outro dado com destaque na pesquisa é o seguinte: 44% dos trabalhadores dariam permissão para que o empregador monitorasse seu desempenho no trabalho. Em outra frente, 31% são contra. Entre os participantes da pesquisa, 41% dizem que não desejam dar ao empregador acesso a seus dados pessoais, como perfis de mídia social, enquanto que 35% estão dispostos a fazer isso.