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ALBA vai elaborar ações para que Petrobras responda sobre venda da Refinaria Landulpho Alves 

Foto: Ricardo Figueredo
Foto: Ricardo Figueredo

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) discutiu ontem  (22) a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM). O evento teve como foco principal, o debate sobre as obrigações e responsabilidades sociais com os aspectos ambientais de atividades que a MC Brazil pretende realizar no parque industrial, instalado no município de São Francisco do Conde.

O deputado Rosemberg Pinto (PT), líder da maioria e coordenador da audiência de hoje, criticou a Petrobras que passou a funcionar, segundo informações do A Tarde, como uma empresa privada, apenas para gerar lucro e dividendos para os seus acionistas.

“A venda da Petrobras se dá num momento extremamente cruel, porque nós estamos enfrentando uma pandemia e nessa pandemia ninguém vende nada num momento de dificuldades que passa o país. É uma venda extemporânea, fora de horário, fora de tempo, além do mais, a venda não quer dizer que isso seja necessidade da Petrobras, até porque, ela distribuiu R$ 11 bilhões de dividendos o ano passado para seus acionistas”, afirmou o parlamentar.

O petista disse ainda que as discussões na Casa Legislativa terão prosseguimento com diversas ações que serão elaboradas para pressionar a Petrobras a dar satisfação à sociedade baiana sobre a venda do patrimônio.

Em 8 de fevereiro deste ano, a Petrobras assinou o contrato de compra e venda da refinaria. No início de junho, o Cade aprovou, sem restrições, a venda por US$ 1,65 bilhão, o que representa o primeiro desinvestimento da estatal petrolífera no segmento de refino no país.