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Aglomerações durante feriado de Independência do Brasil, ‘ É um péssimo exemplo’, critica Bruno Reis

Por mais que a vacinação contra a Covid-19 esteja em ritmo avançado na capital, os cuidados para conter a proliferação da doença por parte de toda a população devem ser mantidos. Tudo isso, porque durante o feriado da Independência do Brasil, diversos pontos da cidade registraram cenas de aglomerações em trechos da orla marítima e do Centro, provocadas, sobretudo, por manifestações políticas pró e contra a gestão do governo federal. Preocupado com a situação, o prefeito Bruno Reis criticou lideranças e organizações dos atos políticos em meio a uma crise sanitária que ainda acomete todo o planeta.

“As manifestações de ontem (7) foram um péssimo exemplo para a população. Não há como controlar as praias com as calçadas da Barra lotadas de manifestantes, assim como Avenida Sete, Campo Grande e Praça da Sé. Tanto os políticos de direita quanto de esquerda deram péssimos exemplos. Poderiam deixar para fazer manifestação em outro momento. Ainda estamos a um ano das eleições e enfrentando uma pandemia que, infelizmente, está deixando consequências na vida social e econômica dos brasileiros”, disse o chefe do Executivo municipal.

Ele ressaltou que, mesmo a Prefeitura montando estratégia especial de controle do acesso da população à praia do Porto da Barra, cujo fluxo de banhistas costuma ser intenso em finais de semana e feriados, houve casos de cidadãos burlando a fiscalização e pulando a balaustrada para ter acesso ao local.

“Como cobrar medidas de isolamento social, respeito, num cenário como esse? Não é fácil controlar 64 km de orla, e fica mais difícil ainda quando os políticos dão maus exemplos. O sentimento hoje é de indignação porque a Prefeitura vem fazendo esforço grande para sairmos o mais rápido possível da pandemia. Ainda precisamos nos cuidar”, acrescentou Bruno Reis.

Vacinação – O chefe do Executivo municipal aproveitou para fazer um apelo para que todos os cidadãos aptos para vacinação contra o coronavírus compareçam a um dos postos montados para a mobilização. A capital baiana acumula 84 mil pessoas, a partir de 18 anos, e 15 mil adolescentes na faixa etária de 17 anos que não foram tomar a primeira dose do imunizante.

Além disso, 101 mil pessoas com idade igual ou superior a 18 anos não voltaram para tomar a segunda dose e completar o ciclo vacinal, enquanto que 15 mil idosos a partir de 80 anos (que completaram seis meses desde a aplicação da segunda dose) faltam receber a terceira dose, necessária para ampliar a proteção contra variantes mais agressivas do Sars-CoV-2.