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Afrocidade é uma das atrações do FacomSom no Pelourinho

afrocidade
A 11ª edição do FacomSom, festival de bandas universitárias de Salvador, acontecerá no próximo sábado (17/11), às 17h, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho. A banda camaçariense Afrocidade é uma das atrações do evento. Os Jonsóns, WWL RAP e Sara Mandaia também integram a grade do festival, que é aberto ao público com entrada gratuita.
Os três grupos, vencedores de uma votação popular ocorrida no período de 30 julho a 28 de setembro, disputaram com 32 inscritos, ganhando um videoclipe produzido pela Produtora Júnior. A Sara Mandaia – banda mais votada – foi contemplada com a gravação de uma música no estúdio WR. Produzido por universitários e para universitários, o FacomSom traz um novo formato em sua estrutura ao adicionar “pocket shows” e votações abertas ao público como etapa prévia ao dia do festival.
A banda Afrocidade nasceu de um encontro de percussionistas. Em 2011, no núcleo de Música da Cidade do Saber, que oferecia oficinas de percussão, foi onde os primeiros integrantes se conheceram e fundaram o grupo. Os ritmos percussivos, presentes em diversos gêneros, são as bases para a formação da identidade musical da banda. O som resulta das mais variadas expressões da música negra.
Segundo Eric Mazzone, baterista e produtor musical da banda, “é uma mistura de letras politizadas, com ritmos populares como o arrocha e o pagode, além da música afro, dub jamaicano, o reggae, o ragga e o afrobeat, por exemplo”. Além de saudar os tambores da África, o Afrocidade reafirma em suas letras a força, importância e influência direta dos valores étnicos baianos e brasileiros.
A Sara Mandaia, vencedora da votação, é formada por seis estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que se conheceram em meados de 2016. Nas rodas de amigos e gramados da universidade, costumavam se reunir para tocar, compartilhar composições, poesias, arte e idéias. O axé music, o samba, o xaxado, o rock’n roll, a psicodelia nordestina e fragmentos aqui e ali de gêneros musicais diversos, se mesclam para criar o gênero híbrido que a Sara intitulou “Asé Místik”.
No final de 2013, surge o grupo WWL RAP, com base em um projeto escolar que foi um sucesso, resultando na formação do trio. Wallace, Wesley e Lucas, em 2016, lançaram o EP #TinhaQueSerPreto com seis músicas autorais. Este ano, o grupo lançou a faixa Abre Alas, numa parceria com a vocalista do Malê Debalê Tayná Calmon, e projeta para esse segundo semestre o lançamento da mixtape “3×4”.
Já a banda Os Jonsóns começou as atividades autorais em 2012, quando Shuris e Marco conheceram Marcelo, que passou a tocar bateria com a banda. De lá pra cá, a banda desenvolve um trabalho independente com influências do rockabilly, surf music, musica folk, psicodélica e experimental, tendo lançado já 4 EP’s, um álbum (Epgrafia completa, de 2014) e alguns clipes, além de ter participado de alguns festivais. Atualmente, a banda está em processo de gravação do segundo disco, “Ternura”.
Com informações da Ascom SecultBA