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Trabalhadores da Ford em Camaçari dizem sofrer assédio moral

Foto: Reprodução UOL
Foto: Reprodução UOL

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, a Ford está convocando todos os trabalhadores da fábrica para retornarem à atividade e produzirem peças de reposição. Na última mediação que houve no Tribunal, a previsão da companhia, no entanto, era de que necessitaria de apenas 400 trabalhadores para produção de autopeças.

“A empresa está convocando todos os trabalhadores, aqueles que estão lesionados e afastados e até que já foram demitidos”, diz o presidente do sindicato. Na sua avaliação, o telegrama enviado ao trabalhador informa que se ele não retornar à atividade serão tomadas medidas. “O sindicato sempre cumpre as ordens judiciais: se é para retornar, vamos retornar. Mas não aceitamos que a empresa imponha assédio moral.”

Procurada, a Ford informa que, desde o anúncio da saída da empresa do País, em 11 de janeiro, todos os empregados estão com seus contratos ativos, sem alteração em salários e benefícios, diz a companhia.

Segundo Bonfim, o critério de retorno ao trabalho é uma das prerrogativas para que as negociações com a montadora, em andamento, continuem. Hoje sindicato e montadora negociam como será a indenização e a reparação dos demitidos. “Enquanto tiver negociação não pode ter demissão nem assédio moral”, diz o sindicalista.