Colunas Saúde Afetiva

Saúde das mamas em tempos de pandemia – uma reflexão sobre a falta de prevenção

saude afetiva dra Tatiana

O momento é, mais do que nunca, de falar sobre a saúde. A pandemia do coronavírus dominou as nossas rotinas e a pauta é sempre essa, seja em casa, no trabalho ou nos veículos de comunicação. Tudo o que se fala é sobre a pandemia, o medo do vírus, as medidas de prevenção e afins.

Não há dúvida de que o assunto é um dos mais importantes debatidos atualmente no mundo inteiro, as consequências desse momento afeta diretamente em nossas vidas. No entanto, é necessário ter em mente que as outras doenças não dão pausa, que além de se prevenir da Covid-19, é mais do que importante abrir os olhos para outras doenças.

Já falamos aqui, há alguns dias, sobre negligenciar os pedidos de socorro que nosso corpo pede, apontamos para as questões ginecológicas da mulher. Agora, o assunto é bem parecido, mas em especialidade diferente. A Dra. Tatiana Bottiglieri, uma médica mastologista do CMP – Centro Médico do Pólo que fica em Camaçari, falou recentemente sobre os riscos de não procurar um médico durante a pandemia. Em vídeo, ela apontou dados das Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica que estimam que pelo menos 50 mil pessoas deixaram de ser diagnosticadas com câncer desde o início da pandemia no país.

 

 

A estimativa é preocupante, sobretudo porque a especialista fala que é essencial diagnosticar o câncer de mama em estágio inicial para um tratamento menos agressivo e de sucesso. Serviços de atendimento a saúde são considerados essenciais de acordo com decretos federais, estaduais e municipais, então por que a gente segue negligenciando os cuidados básicos e de prevenção? Me refiro, claro, às pessoas com condições financeiras para procurar especialistas, tendo em vista que entidades públicas de saúde estão fechadas nesse momento.

 

Encerro essa minha reflexão dizendo que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma e responde por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres, segundo o Ministério da Saúde. Sabendo disso, você prefere esperar sentada ou ir procurar um especialista.