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‘Saberes Quilombolas’: documentário baiano traz retrato das comunidades de Santo Amaro e sua identificação histórica

foto: divulgação
foto: divulgação

 

O documentário será lançado no próximo dia 14 de março, data de comemoração da emancipação de Santo Amaro da Purificação

 

A representação do povo negro no Recôncavo Baiano traz raízes históricas que são retratadas em comunidades quilombolas importantes na construção de identidades étnicas da Bahia. É com a proposta de valorização dessas comunidades do município de Santo Amaro da Purificação, os povos do Alto do Cruzeiro, São Braz e Cambuta, que o documentário Saberes Quilombolas vai resgatar as memórias e potencialidades dessa gente, em produção a ser lançada no dia 11 de abril, quando é comemorada a emancipação da cidade.

Com resgate do passado, entre os períodos do século XIX até os dias atuais, a produção busca apresentar as riquezas culturais identitárias das comunidades. O projeto irá apresentar a importância de Acupe com suas manifestações culturais, tais como Nego Fugido, as caretas, a burrinha do finado Valentim e sua gastronomia.

No povoado de São Braz será mostrado a riqueza do samba chula e seus ícones da música e da dança ancestral, além de reforçar a importância da gastronomia do lugar que hoje tem destaque internacional. Por fim, o quilombo de Cambuta, hoje bairro urbano da cidade de Santo Amaro, que tem sua população negra vivendo da pesca e do manguezal, mostrando a resistência deste povo sofrido que ao longo do século viveu na região próxima dos engenhos de açúcar.

A curadoria fica sob responsabilidade do pesquisador, compositor e músico Roberto Mendes, que irá abordar a riqueza cultural como herança do povo preto, além da sua vocação na pesca e na agricultura. Além da curadoria, também coordena o projeto, a chef de cozinha e cantora Estela Maris, que tem uma vasta experiência com as manifestações culturais e a feira local.

Para produção, a equipe realizou visitas técnicas e pesquisas que contribuíram para a construção do roteiro, encontros com cada comunidade quilombola, bate-papos culturais e reuniões, sempre respeitando os protocolos sanitários e os decretos do estado e do município. O projeto envolveu diretamente produtores, coordenadores, jornalistas, lideranças das comunidades e artistas para exposição de manifestações culturais de representação dos grupos.