Pimenta Navalha Político

Por Edson MIranda: Caetanus de Camaçari, o “Intendente Simpático”

Edson Miranda - Colunista do Cidade Satélite
Edson Miranda - Colunista do Cidade Satélite

Ao longo desse período pretendo escrever uma série de artigos que busquem mostrar como o pré-candidato a prefeito de Camaçari, o atual deputado federal pelo PT, Luiz Caetano, exerce um papel político negativo para a cidade, tendo como maior consequência o atraso político, econômico, social e cultural para o município e sua população. Neste de hoje, tentarei mostrar um pouco da sua conduta política desagregadora e antirepublicana.

Antes, e para começo de conversa, é preciso ressaltar que pode-se arguir como eticamente questionável um político pedir votos para deputado federal e menos de dois anos depois, por motivos até aqui pouco esclarecedores, querer voltar a ser prefeito, mesmo que para consecução do seu intento tenha que mover céus e terra, desgastar, sabotar ou seja “fazer o diabo” para enfraquecer uma gestão que ele próprio ajudou a concretizar e, durante algum tempo, foi um dos principais responsáveis por sua condução.

Quando os trabalhadores de Camaçari, seus empresários, pequenos comerciantes, associações comunitárias, movimentos de mulheres, LGBT, outros movimentos identitários, lutam e votam para eleger um representante do município para o Congresso Nacional é porque sabem a importância dessa representação para aperfeiçoar a legislação, apresentar outras leis e fazer disputas de ideias, que só são possíveis nesse plano federal, e que são importantes para fortalecer suas empresas, seus ramos de atividade econômica, defender conquistas, salários e lutar por um Brasil inclusivo e com diversidade. Além, evidentemente, do trabalho para trazer recursos federais para o município.

E agora, quem vai fazer essa defesa? Como reparar tantas frustrações. Como justificar essa jogatina com o voto do cidadão camaçariense?

Outras perguntas que não podem ser silenciadas: quem ainda tem confiança para subir nessa nova barca furada? Quem ainda é ingênuo o suficiente para acreditar que não se trata de mais um projeto personalista?

Vamos adelante! Para conseguir se viabilizar eleitoralmente, Caetanus desagregou toda a gestão do atual Prefeito, ofendeu antigos aliados e até antigas amizades, desconsiderou e maculou currículos de profissionais que são referências técnicas importantes e com relevantes trabalhos prestados para Camaçari e sua população.

Não quero nem comentar sobre a desagregação que envolve a construção partidária, no caso seu partido o PT, e a boa condução política do governo estadual, comandada pelo governador do seu partido, Rui Costa, que certamente têm que se virar nos trinta para fazer novos arranjos e acomodações, trazendo dificuldades presentes e no futuro próximo para o projeto partidário e governamental, mas, como disse, não vou descer a detalhes, pois precisaria de um outro artigo.

Prossigamos: lideranças corporativas que, claramente, são orientadas pelo deputado e ex-prefeito até hoje esticam uma “greve do fim do mundo” com o puro propósito de colher dividendos eleitorais, sem nenhuma preocupação com o fato do prejuízo que causam ao povo mais necessitado da cidade.

A postura de querer atropelar o poder executivo municipal, legalmente constituído, querendo dar a impressão de que quer resolver problemas que a “inoperância” da atual gestão não consegue, nos remete ao início do século passado. Ao período da Intendência, onde os papeis dos poderes legislativo e executivo ainda se encontravam misturados. Somente depois de 1930 a República começou a ensaiar a separação dos poderes, criando a instituição da Prefeitura. Daí em diante sabemos um pouco de como essa história vem se desdobrando.

Tudo isso caracteriza a postura política de Caetanus como atrasada, velha, ultrapassada, do século passado. Uma postura que contamina o ambiente da boa política e arrasta Camaçari para o atraso material e cultural.

Fora do republicanismo e da boa conduta política e democrática nada prospera, cresce ou floresce. É terreno árido, infértil. Aliás, floresce sim, o caos, a confusão, a ignorância, a violência e o atraso em todos os sentidos. Quando o político e a política é mesquinha e atrasada, carrega para o atraso todo o resto.

Talvez isso seja um dos motivos de um município tão rico, com uma gente tão trabalhadora e criativa, se encontrar nas condições desumanas em que ainda se encontra.

Nos próximos artigos pretendo argumentar como é uma ilusão achar que a política conduzida por Caetanus é uma política que se situa num Campo de Esquerda, que na atualidade deva incorporar novos pensamentos, particularmente de um novo Humanismo emancipador. Quais foram as principais artimanhas utilizadas por Caetanus para desgastar a atual gestão e tentar criar uma imagem externa de que Camaçari se encontra no caos.

Viva Camaçari! Viva sua gente!

Fale diretamente com o jornalista Edson Miranda, através do e-mail: mbedson@gmail.com

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