Bahia Segurança Pública

Polícia Militar esclarece morte de PM baleado após “aparente surto psicótico” no Farol da Barra

Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

 A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) sediou na manhã desta segunda-feira (29), o encontro do comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Paulo Coutinho,  com a imprensa local, para prestação de esclarecimentos sobre a ação da PM na contenção do policial Wesley Soares.

No domingo (28), Wesley dirigiu-se ao Farol da Barra, em Salvador, “aparentando um quadro de surto psicótico” por volta das 14h, e começou a atirar com um fuzil, primeiramente para o alto. E no final da tarde, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) tentou negociar com o PM durante 3 horas e meia, mas o homem também disparou contra a própria tropa da Polícia Militar. De acordo com o órgão estadual, Wesley foi neutralizado e encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde acabou morrendo no final da noite.

Segundo o coronel Coutinho, foram utilizados recursos de uso progressivo da força, no momento da atuação. “A situação não permitia, inclusive pela distância, a utilização de uma pistola de condicionamento. A tropa estava sendo atacada com uma arma de guerra, um fuzil. Efetivamente, é um potencial de letalidade grande. As ações foram desencadeadas com o objetivo de retirá-lo do enfrentamento”. O coronel informou também que a PM possui equipe de psicólogos para atender a tropa. “Temos uma equipe de psicólogos e fomos reforçados, recentemente, com 20 psicólogos clínicos para atendimento de policiais militares em todo o estado”.

O coronel Coutinho destacou ainda que a instituição está prestando todo o apoio à família de Wesley. “Um policial militar que não apresentava problemas de comportamento, não deu sinais em qualquer momento de distúrbios, trabalhava em Itacaré, assumiu o serviço ontem [domingo, dia 28] pela manhã em Itacaré e dirigiu-se ao Farol da Barra, armado, pra fazer aquela situação que nós nos envolvemos como ocorrência crítica, no veículo dele próprio. Trouxemos, inclusive, uma irmã dele, no helicóptero da corporação, em uma tentativa de negociação para encerrar aquela situação”, revelou o comandante-geral.