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Ó paí, ó: da euforia a indignação sem perder o tom

Foto: Ariana Silva
Foto: Ariana Silva

Atraída naturalmente para a história desenvolvida à minha frente pela musicalidade característica da nossa música baiana ao som da canção tema do espetáculo Ó paí, ó, vejo detalhes nos personagens que trazem um pouco de cada baiano, inclusive de mim.

O desenvolver do espetáculo traz um humor sarcástico e inteligente, que nos arranca aplausos e risos nos primeiros minutos, sem deixar de introduzir de forma sutil e ao mesmo tempo assertiva discussões a respeito de problemas sociais.

Problemas esses que muitas vezes tentamos ignorar, mas estão muito próximos, cada vez mais próximos de nós.

Absorta em todos os elementos me dou conta que as cenas secundárias, se desenvolvem enquanto a cena principal acontece, tecendo detalhes que convergem e contribuem para o texto.

Por falar texto, a introdução de trechos de músicas conhecidas são trazidas de forma alegre e descontraída dando um ar característico a vida baiana que luta sem perder a alegria.

Ao final da apresentação aplaudimos de pé, com uma sensação inquietante, felicidade, indignação e tantos outros sentimentos são aflorados ao mesmo tempo e ouso dizer que esses 27 anos de existência da peça se deve a genialidade do grupo em montar algo tão significativo em apenas 6 ensaios.