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Gratuito: exposição “Concerto para pássaros” segue em cartaz em Salvador

Da série Histórias que não estavam nos livros - Helen Salomão

O Goethe-Institut Salvador-Bahia recebe a exposição “Concerto para pássaros”, com curadoria de Tiago Sant’Ana e que reúne 15 artistas que têm em suas poéticas os pássaros e aves como metáfora de liberdades, aprisionamentos e possibilidades de fuga. Através de diversas linguagens, como fotografia, escultura e gravura, a mostra se propõe a demonstrar como em diversos cenários e pesquisas, estes animais são utilizados como subterfúgio para disparar debates sobre natureza e sobre a própria humanidade. A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sábado, das 9h às 19h, até o dia 27 de julho.

Participam da exposição os artistas Adriano Machado, Annika Kahrs, Ayrson Heráclito, Calasans Neto, Carlos Martiel, Dona Aletícia, Edsoleda Santos, Efrain Almeida, Georgina Maxim, Helen Salomão, Ieda Oliveira, João Oliveira, Mario Cravo Neto, Mestre Didi e Zé Garcia.  “A exposição tem basicamente três núcleos: um mais próximo das religiões afro-brasileiras; outro que investiga as relações entre humanidade e natureza – uma espécie de devir-pássaro; e um último com artistas que de algum modo apresentam estudos sobre os pássaros”, comenta o curador Tiago Sant’Ana.

“Concerto para pássaros” integra uma série de quatro exposições a serem promovidas pelo Goethe-Institut Salvador neste ano, com objetivo de relacionar a produção de artistas e produções locais com estrangeiros residentes do seu Programa de Residência Artística Vila Sul – como são os casos da curadora e artista visual Georgina Maxim (Zimbábue) e da cineasta e artista visual Annika Kahrs (Alemanha).

Georgina Maxim vem como uma obra nova, criada para a mostra, uma escultura em tecido que formata asas de pássaros utilizando a técnica de costura que caracteriza sua carreira. Já Annika Kahrs apresenta um vídeo que inspira o nome da exposição: uma performance em que uma peça de música é tocada num piano para um público formado por pássaros engaiolados.

Num exemplo baiano, Ayrson Heráclito colabora com o trabalho em vídeo “Funfun”. Na obra, o artista explora a cor branca através de um mito local em que garças brancas protagonizam um réquiem para uma importante sacerdotisa do candomblé de Cachoeira, na Bahia.

A classificação indicativa é de 14 anos.