Cultural

Exposição “O Gênio dos Gênios – Leonardo Da Vinci” fica em cartaz até 29 de setembro em Salvador

ThalesdeAzevedo_Filho

A Sala Contemporânea do Palacete das Artes, em Salvador, recebe a exposição “O Gênio dos Gênios”, que homenageia os 500 anos da morte do artista e cientista Leonardo Da Vinci. De autoria do engenheiro e artesão Thales de Azevedo Filho, a mostra, que permanece até 29 de setembro, é composta por cerca de 60 obras, entre maquetes, reproduções de pintura e de anatomia, além de uma “linha do tempo” de Da Vinci, e uma instalação de um Anemômetro de tubos cônicos (o modelo possui dois dutos cônicos com raios de aberturas diferentes, capaz de medir a intensidade do vento). Trata-se de um convite à observação e à experimentação na arte de criar um mundo novo com a imaginação e com as próprias mãos. A visitação pode ser feita de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

Thales de Azevedo Filho pontua que os inventos desenvolvidos por Leonardo da Vinci é um grande estímulo na formação dos jovens, onde fazer ciência é também observar e criar, em um processo intuitivo e não dedutivo, como faziam os gregos, que não criava conhecimento comprovado na prática. “Esta é uma excelente oportunidade, que observando os modelos, vão entender os seus fundamentos. Quem não conhece os princípios dificilmente irá entender as demais partes, os meios e os fins. Não existe limite de idade para vivenciar tantos experimentos e criações deste que foi sem dúvida o “Gênio dos Gênios”. Esta mostra é única no Brasil e a Bahia saiu na frente na construção dos modelos para as comemorações dos 500 anos de morte de Leonardo da Vinci. Assim não será necessário viajar à Itália para conhecer parte da sua fantástica obra e arte”.

Leonardo nasceu em 15 de abril de 1452 em Vinci, perto de Florença, Itália, e morreu em 05 de maio de 1519 em Ambroise, França.  Recebeu o nome de Leonardo Di Ser Pietro Da Vinci, quando ainda não se adotava sobrenomes de família e sim do lugar de origem da criança. Filho bastardo de um tabelião, Pietro Antônio, e de uma camponesa, Catherina, não frequentou a escola convencional, tornando-se um grande observador, desenvolvendo o aprendizado intuitivo e não dedutivo, que não criava conhecimentos comprovados na prática. Por isso se intitulava “discípulo da experimentação e da experiência”. Seu maior legado foi nos estudos de anatomia, onde produziu mais de 13 mil anotações. O seu maior biógrafo, Walter Issacson, diz que “ele sabia que a arte é uma ciência e que a ciência é uma arte”.

Até o dia 27 de setembro, o público terá acesso a maquetes que retratam invenções como o parafuso aéreo, asa articulada, paraquedas, asa delta, rolamento tipo rolimã, armazenador de energia, engrenagem lanterna,mecanismo helicoidal,  caixa de marcha, bate estaca, alicate, martelo de cames, macaco, máquina elevatória, navio com pás, boia, escafandro, stand up, caçamba d’água, canhão, roldanas, projetor; além de instrumentos de medição como relógio noturno, anemômetro de cubos cônicos, higrômetro e peças de Arquitetura como escada do castelo de Chambord e a ponte estaiada.

A museóloga Eulâmpia Reiber destaca que Leonardo Da Vinci foi uma das figuras mais versáteis de sua época, enquanto mestre da pintura, engenheiro, arquiteto, escultor, urbanista, mecânico, cartógrafo, botânico, físico, fisiólogo e químico. “Da Vinci deixou àquelas e às futuras gerações grandes inventos, invenções e uma extraordinária gama de conhecimentos inovadores e de saberes pela força da sua genialidade que fizeram dele o precursor da aviação, da hidráulica e da balística; o inventor do escafandro e do paraquedas;  e, sobretudo, o sempre aclamado pintor da mais célebre obra de arte  ocidental de todos os tempos: a Monalisa”.

De acordo com o professor e arquiteto Paulo Ormindo de Azevedo, Leonardo utilizou o desenho menos como documentação do que como projetação de máquinas simples e aparelhos para melhor caminhar, navegar, mergulhar, voar e guerrear. “Seus desenhos eram tão cientificamente corretos e inovadores que só seriam realizados alguns séculos depois. Nesta exposição, o também engenheiro Thales de Azevedo Filho, apaixonado pela obra de Leonardo, dá a terceira dimensão, o movimento e vida a seus desenhos para mostrar aos jovens baianos que a educação se faz com experiências vividas e não com palavras, palavras e palavras…”, complementa.