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Exposição “Corpos, Atualizações Míticas” é aberta em Salvador

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A exposição “Corpos, Atualizações Míticas”, do artista plástico Aureo Augusto, é aberta nesta quarta-feira (03/07), com entrada gratuita no Teatro Gamboa Nova, em Salvador. A mostra apresenta uma série de pinturas em acrílica sobre tela, madeira prensada, papel aquarela, madeira rústica, com o tema dos corpos enquanto significado mítico e enquanto elemento inserido na vida. As obras ficam na Galeria Jayme Fygura, foyer do Teatro, até o dia 31 de julho, com visitação de quarta a sábado, das 16h às 19h, e aos domingos, das 15h às 17h.

Conectado com as artes plásticas desde os 11 anos, Aureo Augusto reside há 40 anos na Chapada Diamantina, onde atua na comunidade como médico. “Corpos humanos, corpos rochosos, corpos paisagens, corpos não detectáveis senão pelo sentir poético ou pela inquirição do mítico”, explica o autor. Ele também elabora as molduras dos quadros, tornando-as parte do todo apresentado.

“Como a vida é produto da morte, como o existir é corolário do que deixou de estar no presente, como nossos corpos (seres animais, rochas, mar, rios, serras, humanos, seres invisíveis…) são elaborados com os restos materiais (ou insondáveis elementos) de extintas estrelas, também o material usado é fruto das buscas nos corpos abandonados, mortos tais quais portas, janelas de casas em ruínas do Vale do Capão ou troncos submetidos à ação humana e ao intemperismo do tempo”, completa Aureo.

Segundo o artista plástico, a vida atualiza-se nos corpos e existir é corporificar e um grande prazer, alegria e dor. São carnes, sensações, ideias, pensamentos, criações, crenças, sentimentos e algo não apenas no corpo definido como físico; são histórias e nele estão gravados os mitos e crenças que nos conformam e formam sanidades e doenças, são registros.

“E nem todos os corpos são detectáveis ao método analítico, são visíveis. Alguns o são, mas lhes retiramos a possibilidade de comunicação conosco. Perdemos a capacidade de escutar o entorno, natureza, pedras, farfalhar das folhas ao vento, diretrizes que nos enviam as plantas e animais… recuperemos”, finaliza.