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Exclusivo: Sispec emite nota de esclarecimento sobre paralisação

Foto: Ascom Sispec
Foto: Ascom Sispec

Diante do posicionamento da Prefeitura de Camaçari, o Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec) esclarece que as informações divulgadas pela gestão sobre o estado de greve da categoria foram distorcidas.

Ofício enviado à Prefeitura no dia 20 de abril.
Ofício enviado à Prefeitura no dia 20 de abril.

Em nota enviada à Redação do Cidade Satélite, o Sispec afirma que a Prefeitura estava ciente da paralisação desde o dia 20 de abril, quando foi enviado ofício informando da decisão tomada em assembleia.

Contrariando o que foi dito pela administração municipal, o sindicato afirma que não houve quebra de acordo, pois nas reuniões não foram apresentadas propostas de reajuste salarial nem foram respondidas outras reivindicações da categoria.

A diretoria do sindicato garante, ainda, que está aberta à negociação e não tem o objetivo de prejudicar os alunos.

Leia a nota na íntegra:

Em nota publicada no seu site nessa terça-feira, 25/04, a Administração de Camaçari distorce informações sobre a decisão da categoria de paralisar as atividades nesta quarta-feira, 26/04/17, e sobre a atuação do Sispec na condução desse processo. Seguem os esclarecimentos.

* Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a paralisação de 24 horas foi uma decisão soberana dos professores e professoras, em assembleia realizada no último dia 20/04, assim como o ato público realizado no pátio da Prefeitura. Não houve “decisão unilateral” do sindicato.

* Tampouco houve “quebra de acordo” por parte do Sispec, pois nas reuniões com a Prefeitura nunca foi manifestada “concordância” em analisar dados técnicos a serem apresentados pela Administração. O objetivo das reuniões, na nossa expectativa, seria discutir a pauta de reivindicações da campanha salarial 2017, incluindo as pendências existentes de campanhas anteriores. Porém os gestores de Camaçari limitaram-se a apresentar números e dados ilustrativos, sem apresentar qualquer proposta de reajuste salarial ou responder sobre outros pleitos.

* A Administração não foi “surpreendida” pela decisão da categoria de paralisar as atividades, já que o Sispec enviou ofício aos gestores da Secad, Sefaz e Seduc comunicando ponto a ponto as deliberações da assembleia, estabelecendo o dia 26/04 como limite para definição de propostas (confira abaixo a imagem do ofício).

* Foi a postura protelatória da Prefeitura (confirmada na reunião do dia 19/04) que motivou a categoria a aprovar o estado de greve e a paralisação do dia 26/04. Os gestores simplesmente argumentaram que até aquele momento não teriam condições de apresentar indicação de reajuste.

* Parece que a estratégia da Prefeitura é tentar transferir para o Sispec a responsabilidade pelo quadro de indefinição criado desde o início da atual gestão do município e pela insatisfação dos docentes municipais, além de “empurrar com a barriga” a negociação da nossa pauta de reivindicações.

* Uma coisa é clara: a diretoria do Sispec está sempre aberta à negociação, mas de forma objetiva e transparente. O objetivo do sindicato e dos professores e professoras não é prejudicar os alunos, quem prejudica é a Prefeitura quando não abre um diálogo propositivo nem responde aos pleitos da categoria.

Sispec

Sobre o Autor

Camila São José

Jornalista - DRT/Ba 5124

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