Lula e Haddad
Político

Eleições/ presidência: Lula afirma que Haddad deve representá-lo nos debates

Por intermédio do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “Fernando Haddad é o representante dele, é a voz dele e é as pernas dele, enquanto ele estiver preso”. Ainda segundo Vagner, Lula teria dado o recado de que “Fernando Haddad fala em nome dele e deve representá-lo nos debates, em aparições públicas e deve viajar pelo Brasil”.

No primeiro debate das eleições presidenciais, promovido pela Rede Bandeirantes, Haddad não esteve presente, o que atende a recomendação da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) para que não reivindicasse a participação do ex-prefeito de São Paulo como representante de Lula pelo menos até o registro da candidatura, no dia 15.

A ordem seria que Haddad limite as agendas externas, sob argumento de que sua aparição debilite a candidatura de Lula. No fim de semana, a presidente da legenda, Gleisi Hoffman, chegou a ponderar que Haddad não fosse o indicado para a vice por representar uma antecipação do chamado plano B. Parte da cúpula partidária discorda dessa estratégia.

Através de assessoria, Lula divulgou uma carta em que se diz vítima de censura por não poder participar do debate da Band. “A decisão de me excluir do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, viola o direito do povo brasileiro e também dos outros candidatos de discutir as propostas da minha candidatura e até de me criticarem olhando na minha frente, e eu tenho o direito de responder. A candidatura que lidera as pesquisas é impedida de debater com as demais suas propostas e ideias defendidas por milhões de brasileiros. Viola também a liberdade de imprensa, impedindo que um veículo de comunicação cumpra seu dever de informar, e proibindo o público de exercer seu direito de ser informado”, diz a carta.

“O nome disso é censura. Sou candidato porque não cometi nenhum crime e tenho compromisso com este povo que, em 2010, ao final de meu mandato, concedeu-me o maior índice de aprovação de um presidente na história deste país, com 87% de avaliação positiva. O Brasil precisa debater seu futuro de forma democrática. Ter eleições onde o povo, que já viveu dias melhores em um passado recente, possa escolher que caminho quer para o país, com a participação de todas as forças políticas da nação.”