Militância Social

Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha reforça luta contra o racismo e sexismo

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Nesta data, 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, dedicada a comemorar os avanços conquistados ao longo da história e reforçar à luta contra o racismo e sexismo, ainda tão necessária para verdadeira promoção da justiça social.

A data foi reconhecida em 1992, por ocasião do 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, realizado na República Dominicana. O evento reuniu representantes de diversos grupos feministas para discutir a interseccionalidade da luta, dando surgimento a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas, a qual lutou junto à Organização das Nações Unidas para reconhecimento da data.

No Brasil, em 2014, a data também foi estabelecida pela Lei nº 12.987/2014 como Dia Nacional de Tereza de Benguela, a “Rainha Tereza”, que viveu no século XVIII, no estado do Mato Grosso, onde liderou o Quilombo de Quariterê1 e se tornou símbolo contra a escravização.

As vitórias históricas, alcançadas como resultado do enfrentamento de muitas mulheres, são alicerces para as batalhas que as mulheres negras, latino-americanas e caribenhas ainda têm que travar nos dias atuais, sobretudo frente ao retrocesso que vêm aprofundando as dificuldades.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil há 55,6 milhões de mulheres negras, 41,1% são chefes de família e recebem, em média, 58,2% da renda das mulheres brancas. De acordo com o Atlas da Violência 2019, foram registrados 4.936 assassinatos de mulheres em 2017, sendo que 66% das vítimas é negra. Na política, conforme dados da campanha Mulheres Negras Decidem, em 2018, dos 513 parlamentares, 10 eram mulheres negras.

Os números preocupantes evidenciam a necessidade da criação e reforço de políticas públicas que de fato combatam a violência masculina, feminicídio, desigualdade no mercado de trabalho, violência obstetrícia e promovam o acesso à educação e à saúde a fim de construirmos uma sociedade igualitária.