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Com 129 crianças, Creche Carmem Mirim pode fechar as portas em Camaçari

A instituição atende crianças com idade de 0 a 5 anos e 11 meses. Foto: Camila São José
A instituição atende crianças com idade de 0 a 5 anos e 11 meses. Foto: Camila São José

Esperança! É com esse sentimento aliado ao amor pelo que faz, que há 15 anos Dona Araildes Lisboa vem cuidando de centenas de crianças em Camaçari. De janeiro de 2002 até agora são muitas histórias e um desejo forte de continuar ajudando famílias, mas a cada dia mais alunos chegam ao projeto e os recursos vão reduzindo.

Desde 2011 a creche luta por um convênio público, e neste ano de 2017, chegou muito perto, pois a instituição conseguiu autorização para as atividades de ensino do Conselho Municipal de Educação (CME), em março, mas o prazo para dar entrada no convênio com a Prefeitura era até fevereiro. Sendo assim, a instituição conta com a ajuda de todos, amigos, empresários e poder público, para resolver este imbróglio que pode deixar 129 crianças sem creche já em julho.

Foto: Camila São José
Foto: Camila São José

Fundada em janeiro daquele ano, no Sítio Nossa Senhora de Fátima, na rua direta do bairro do Jardim Limoeiro (nº46), em Camaçari, a Escola Creche Comunitária Carmem Mirim (ESCAM) se tornou o que é ao identificar a necessidade das crianças da região, com a falta de comida e de uma escola municipal local. Tudo começou com a distribuição de sopas às quartas-feiras para as comunidades do Limoeiro, Phoc III e Mangueiral, e hoje, além do alimento, tem a educação para os pequenos de 0 a 5 anos e 11 meses de outros pontos da cidade também como Lama Preta, Novo Horizonte e Verde Horizonte.

Mesmo com a dedicação dela e dos 17 colaboradores, os quais estão meses sem receber nenhum auxílio, a creche passa por sérias dificuldades e pede o apoio da população, de empresários e do poder público para continuar o trabalho. “Essa campanha é para a gente manter as meninas (colaboradoras) aqui, porque se elas não ficarem não tem como manter. Vai ter que fechar. É tanto que a gente vai findar agora no dia 14 de junho, mas em julho a gente não sabe se vai retornar”, desabafa Araildes, citando as professoras, cozinheiras e demais integrantes do projeto.

Caso a situação não seja resolvida, as crianças poderão não concluir o ano letivo de 2017. “Eu peço encarecidamente que quem puder nos ajudar para a gente terminar o ano letivo com essas professoras, que deposite na conta”, convoca.

Quem desejar ajudar, basta entrar em contato pelos telefones (71) 98175-8471 e (71) 98618-8208 ou pelo e-mail: creche_carmemirim@hotmail.com. Se ajuda for em dinheiro ou em cheque, o depósito pode ser feito na conta corrente 33586-1, agência 8944, Banco Itaú. CNPJ: 05146726/0001-50

A instituição deu um grande passo nos últimos anos, pois com ajuda de amigos melhorou a estrutura física, mas ainda falta muito de acordo com a idealizadora do projeto. A ajuda pode ser fornecida de outras formas. A creche precisa também de fraldas, leite, massa de mingau e carne. No entanto, toda e qualquer doação é bem-vinda. “Eu agradeço a todos que nos ajudam de coração, que abraçam a causa”, completa.

Foto: Luciano de Jesus
Foto: Luciano de Jesus

Uma taxa mensal no valor de R$ 80 é cobrada dos pais, porém, nem todos pagam ou não pagam o valor integral. A Carmem Mirim vive de doações, já que não possui convênio com a Prefeitura.

Ajude você também!

 

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Sobre o Autor

Camila São José

Jornalista - DRT/Ba 5124

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