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Cia. de Dança Deborah Colker apresenta espetáculo “Nó” no TCA

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Deborah Colker revisita a coreografia “Nó” com  apresentações nesta quinta (25/07) e sexta-feira (26), às 21h, no Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O espetáculo marca a trajetória da artista e tem como temática o desejo. Os ingressos custam R$ 140 (inteira – das filas A a Z), R$ 70 (meia- das filas A a Z), R$ 75 (inteira – das filas Z1 a Z11) e R$ 37,50 (meia – das filas Z1 a Z11).

Lançada em 2005, na Alemanha, a coreografia não era remontava desde 2012, até sua reestreia o ano passado, em Minas Gerais e São Paulo. “Nó” volta completamente transformado. Há mudanças cenográficas, a trilha sonora ganha mais temas compostos por Berna Ceppas e a música “Carne e Osso”, da banda Picassos Falsos, embala um duo romântico.

“O corpo é o lugar do desejo. E o corpo erotiza quando dança. ‘Nó’ tem essa liberdade, mas só agora, 13 anos depois da estreia, é que me sinto mais segura para tratar disso”, diz Deborah Colker.

O primeiro ato começa com uma árvore no centro do palco. São 120 cordas, representando laços afetivos. Os bailarinos as soltam aos poucos, até que se assemelhem a uma floresta. Eles se valem de técnicas como a bondage (uso de cordas para controle da dor e do prazer).

No segundo ato, a companhia dança dentro e em torno de uma grande caixa transparente criada por Gringo Cardia, diretor de cenografia. Se as cordas apontam para a natureza, a caixa evoca o mundo urbano. “O desejo e os enigmas começam no corpo e saltam para fora da forma que conseguem”, diz Deborah.

Na trilha sonora da primeira parte, além de criações de Berna Ceppas e Kassin, há trechos de Ravel e Alice Coltrane. Na segunda, estão músicas como “My One and Only Love”, com Chet Baker; “Coisa nº 9”, de Moacir Santos; e “Preciso Aprender a Ser Só”, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle, na voz de Elizeth Cardoso.

Os figurinos, que transmitem erotismo e também delicadeza, são do estilista Alexandre Herchcovitch. A iluminação é de Jorginho de Carvalho, parceiro de longa data de Deborah. A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia.