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Camaçari: ação com testes rápidos para diagnóstico de doenças acontece na sede e orla

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Localidades da sede e orla de Camaçari irão receber uma ação que ofertará testes rápidos para diagnosticar casos de Hanseníase, Sífilis e HIV. Nesta quinta-feira (31/01), as atividades ocorrerão no Centro Social Urbano (CSU) no Gravatá; na sexta (01/02), no Missão Vida, em Barra do Pojuca; e no dia 06 e 07 de fevereiro na Unidade de Saúde da Família (USF) Parque Verde e na Associação de Moradores de Massaranduba, respectivamente.  O atendimento acontece das 9h às 14h.

A iniciativa faz parte da campanha contra a Hanseníase, que foi aberta em Camaçari na terça-feira (29) com uma caminhada no distrito de Vila de Abrantes e que também inclui ação de conscientização através da panfletagem nos bairros e escolas.

De acordo com Ana Iara, enfermeira sanitarista e coordenadora do Grupo de Trabalho contra Tuberculose e Hanseníase, em média 40 novos casos de Hanseníase são detectados anualmente no município. “Um número considerado alto pelos parâmetros do Ministério da Saúde. Destes casos, 65% são da forma multibacilar, geralmente casos graves, que mantêm a cadeia de transmissão da doença. Alguns pacientes concluem o tratamento e permanecem em acompanhamento para tratarem reações hansênicas e minimizarem as sequelas deixadas pela doença”.

Em 2018, a cura dos casos novos foi superior a 90%, número considerado pelo Ministério da Saúde como um alto índice de cura. “Contudo, alguns casos retornam meses depois com sintomas da doença em atividade. Será que usaram a medicação corretamente, conforme orientação da equipe? Não adianta o município dar todo suporte para o tratamento, como é feito em Camaçari, se o paciente não fizer a parte dele”, afirma Ana Iara.

O secretário de Saúde, Elias Natan, explica que “a Hanseníase tem cura e o tratamento das formas mais leves da doença duram seis meses e das formas mais graves 12 meses. O que é difícil curar é o preconceito das pessoas mal informadas que continuam discriminando pacientes, mesmos que sejam seus familiares. Não é necessário separar copos, talheres, pratos, etc. A transmissão é respiratória e 24h após a primeira dose da medicação a pessoa deixa de transmitir a doença. Por isso é tão importante iniciar o tratamento o quanto antes”.

Os principais sinais e sintomas da Hanseníase são: manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; comprometimento neural periférico em mãos e/ou pés e/ou face. Outros sinais e sintomas são dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos; diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular de olhos, mãos e pés; áreas com diminuição dos pelos e do suor.

Pessoas que convivem ou conviveram na mesma casa ou muito próximo de alguém com Hanseníase, deverão ser avaliadas por médico ou enfermeiro anualmente, durante cinco anos. Em Camaçari, menos de 50% dos contatos domiciliares são examinados pela equipe pois existe uma resistência da família em comparecer para avaliação alegando não apresentarem sintomas. “O que é um grave erro! Só um profissional de saúde devidamente treinado pode avaliar com segurança a sensibilidade de áreas do corpo, mesmo sem manchas aparentemente visíveis”, ressalta Ana Iara.

Para alguns familiares que não apresentem sintomas de Hanseníase está indicada a vacina BCG. Antes devem ser avaliados por médico ou enfermeiro para identificação de contra-indicação da BCG. Importante informar se tem algum problema de saúde, se faz uso de algum medicamento e se já teve Tuberculose anteriormente.

A melhor forma de lidar com a Hanseníase é, uma vez doente, iniciar o tratamento o mais precocemente possível e orientar familiares para fazerem o acompanhamento anual por no mínimo cinco anos.

Em Camaçari há dois grupos de autocuidado para pacientes em tratamento e familiares. Alguns destes já estão tratados e permanecem no grupo. O objetivo é estimular o autocuidado para prevenção de incapacidades, melhoria da autoestima e fidelização do tratamento. Pessoas tratadas apoiam os grupos compartilhando sua experiência e motivando quem está passando pelo tratamento ou convivendo com sequelas.

Também no município existe o Comitê Municipal para o Controle da Tuberculose e Eliminação da Hanseníase. É um grupo consultor e propositor formado por profissionais da Sesau, Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), voluntários e sociedade civil.

Com informações da ASCOM PMC

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