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Balé Teatro Castro Alves estreia neste fim de semana espetáculo “CHAMA”

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Se você tivesse poucos segundos para proteger algo de um incêndio, o que você traria consigo? Esta pergunta é o ponto de partida do espetáculo “CHAMA: Coreografia para artistas incendiárixs”, do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), que estreia em temporada desta sexta-feira (14/12) a domingo (16), sempre às 20h, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Dirigida pelos coreógrafos Jorge Alencar e Neto Machado, a montagem tem como disparador o incêndio do Museu Nacional, ocorrido no mês de setembro, no Rio de Janeiro, e aborda questões de memória, construção e reconstrução, questionando nossas atitudes diante de ruínas. Os dançarinos atravessam escombros e desmontes para encontrar modos de permanência e resistência. Um museu em chamas, um teatro em ruínas, um antigo cinema do Centro da cidade tornado estacionamento, não são apenas metáforas: são o próprio corpo da destruição. Num Brasil em brasas, o corpo que arde e urge. E questiona: o que te incendeia? O que você atira na fogueira? O que se transforma com o fogo?
Na sala esfumaçada, os artistas são como um corpo de bombeiros ou um grupo de resgate, um conjunto de guarda-vidas cujos corpos também estão queimando. É uma emergência. Inclusive a de pensar nas políticas da memória, refletindo sobre aquilo que é lembrado e aquilo que é insistentemente apagado. Nesta coreografia brigadista, tudo é prática, corpo e oralidade, que não se dissolvem em tragédias.