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Ação em comemoração ao dia da Consciência Negra leva programação variada à praça Mãe Eulina, em Camaçari

Foto: Jean Matos/Kelvi Lima
Foto: Jean Matos/Kelvi Lima

Com a proposta de evidenciar o protagonismo da população afro-brasileira sob uma perspectiva artístico-cultural e empreendedora, a Secretaria da Cultura (Secult) realiza o projeto “Novembro da Diversidade, a contemporaneidade e seus desdobramentos culturais”, que marca as comemorações pelo Dia da Consciência Negra, celebrado na quarta (20/11), data em que a ação também é finalizada.

Com uma grade de programação bem variada, as atividades desta quarta aconteceram durante todo o dia na Praça Mãe Eulina, próxima da Associação de Moradores da Bomba. Logo pela manhã, uma Feira de Economia Criativa ocupou o local, permitindo que artesãos e vendedores autônomos apresentassem e vendessem seus produtos.

Nay Bernado, dona da marca Lara Laços, expôs seus trabalhos manuais e explicou que além de produzir os laços há seis anos, há dois ela passou a atuar também como instrutora do ofício. “Nós negros ainda temos muitos mais espaços por conquistar, mas atualmente desfrutamos de bem mais oportunidades, e esse projeto já demonstra isso. Ele engaja”, disse.

“Quando falamos de negro, somos remetidos à escravidão, lembramos de nomes como princesa Isabel e de situações ruins como racismo. E nós queríamos deixar essa data e a imagem do povo negro registrada com coisas boas, colocando o negro como protagonista, mostrando que ele está em todos os meios”, explicou o produtor cultural da Cidade do Saber, Anderson Hassys de L’Oyá, que acrescentou: “essa ação é uma forma de reconhecimento da importância da história e da cultura negra na formação do país”, concluiu ele.

Um dos momentos mais marcantes da programação desta quarta foi a entrega dos kits de capoeira, compostos por camisas, calças, atabaques, berimbaus, agogôs e pandeiros. A ação compreende o projeto Valorizando as Raízes do Programa Cultura Todo Dia, da Secult, e beneficiou na ocasião 17 grupos de capoeira do município. A iniciativa é uma forma de propagação e fomento da cultura afro-brasileira, difundindo e fortalecendo as ações desenvolvidas pelas agremiações. De acordo com a Secretaria, além de promover a valorização deste patrimônio cultural imaterial, a medida possibilita que as ações da pasta cheguem às comunidades mais carentes, onde essas entidades atuam.

O Grupo de Capoeira Inclusiva (GCI) estava entre os contemplados com o kit. O presidente da instituição, Jorge Conceição de Jesus, mais conhecido como Skibão, falou da satisfação em receber os instrumentos e fardamento. “Nós estamos felizes, pois trabalhamos com muitas crianças de famílias carentes, que não possuem recursos para comprar as roupas para a prática da capoeira”, disse ao pontuar que o grupo atualmente conta com mais de 80 integrantes, desde crianças e adolescentes a idosos. “Nós buscamos de fato incluir, desenvolvemos trabalho na APAE, na Casa da Inclusão, no Nova Vitória, na União das Organizações Sociais e Culturais de Camaçari [Uosc], na Gleba C, com grupo de idosos e também na comunidade do Residencial Lucaia”, finalizou.

Além da Feira de Economia Criativa, que trouxe opções de gastronomia, biscuit, moda, artesanatos e oficinas de turbante, o público também usufruiu de oficinas de Dança Afro. A comunidade se sentiu parte do evento e cantou e dançou com o Grupo Levada do Saber e o Samba de Roda do Conviver. As pessoas assistiram ainda ao Desfile de Moda Empreendedores, e curtiram o som da Charanga Bamuca e do Som do Timbal. Roda de Capoeira, aulão de zumba, o Samba Chula Filhos de Oyo e o projeto Livre Live também integram a grade de programação.

Fonte: Agência de Notícias – Prefeitura de Camaçari

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Redação AGS9

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